• Sexta, 19 de Junho de 2026

Moradores limpam barro acumulado depois da chuva forte

Ruas ficaram cobertas de lama e galhos após alagamentos que deixaram carros ilhados

VIVIANE OLIVEIRA E GENIFFER VALERIANO / CAMPO GRANDE NEWS


Jair lava a calçada na manhã desta sexta-feira após o temporal (Foto: Marcos Maluf)

A manhã desta sexta-feira (20) foi de limpeza em bairros atingidos pelo temporal que caiu na tarde de ontem e deixou ruas alagadas e carros ilhados. Nos locais onde a água chegou a cerca de 40 centímetros, o cenário agora é de barro, galhos espalhados e muita sujeira acumulada.

Na Rua Júlio Anffe, no Bairro Vila Olinda, próximo à Avenida Costa e Silva, na lateral do Atacadão, moradores e trabalhadores tentavam retomar a rotina. O mecânico Kevin Grei, de 27 anos, contou que nunca tinha visto a via alagar daquela forma.

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Segundo ele, o patrão comentou que fazia cerca de 14 anos que a rua não registrava enchente semelhante. “Sempre que chove acumula um pouco de água, mas escoa rápido. Ontem ficou alto, uns 40 centímetros. Chegou a entrar água nos carros dos funcionários que estavam estacionados aqui na frente, passou da altura do assoalho', relatou.

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Kevin afirmou que a chuva pegou todos de surpresa. A água entrou no pátio da oficina, mas não invadiu o salão principal. “Ainda bem que não faltou energia. Se tivesse apagão, ia parar o serviço e dar prejuízo', disse.

Já na Rua da Divisão, em trecho conhecido pelos alagamentos, o aposentado Jair Oliveira, de 57 anos, lavava a calçada logo cedo. Ele acredita que o acúmulo de água foi agravado pela obra de drenagem em andamento na via. “Choveu muito à noite. Entrou um pouco de água no quintal. Está vindo muita lama por causa da obra', afirmou.

Segundo Jair, a limpeza após as chuvas já virou rotina para quem mora na região. “Os vizinhos que moram mais abaixo sofrem mais. A gente espera que, quando terminarem a obra, o problema seja resolvido. Toda vez que chove é assim. E ainda tem carro entrando na contramão para desviar do alagamento, o que pode causar acidente', alertou.

A comerciante Camila Campos, de 31 anos, que tem uma salgaderia na mesma rua, contou que a água quase invadiu o estabelecimento, mesmo estando em nível mais alto que a via. “A obra deixou uma barreira de material e não tem para onde a água escoar. Acumula tudo aqui. Chegou a entrar nas casas dos vizinhos', disse. Funcionários da obra informaram à reportagem que esta é a quinta vez que o serviço sofre danos por causa das chuvas.

No canteiro central da Avenida Guaicurus, próximo ao Córrego Bálsamo, a força da enxurrada arrancou tapetes de grama plantados recentemente, que foram parar do outro lado da calçada, no sentido Avenida Gury Marques. Galhos ficaram acumulados no córrego e parte da calçada sofreu erosão, restando apenas o meio-fio em um trecho.

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