• Sexta, 19 de Junho de 2026

Vai se mudar? Erro básico pode até causar vômito no seu pet

Se feita sem adaptação, a rotina em um ambiente novo pode adoecer seu gato, alerta veterinária

NATáLIA OLLIVER / CAMPO GRANDE NEWS


Se feita sem adaptação, rotina em um ambiente novo pode adoecer os bichinhos (Foto: Inteligência artificial)

Mudança de casa costuma ser sinônimo de recomeço. Caixa para todo lado, móveis desmontados, gente entrando e saindo. Mas, no meio da empolgação, tem alguém que não entende nada do que está acontecendo. Para cães e, principalmente, gatos, a troca de ambiente pode ser um verdadeiro terremoto emocional e causar até vômitos e diarreias.

A médica veterinária, Patrícia Matos explica, que a mudança é um momento naturalmente estressante para os animais. “Existe mudança de cheiro, de rotina e, muitas vezes, de convivência, principalmente se houver outros animais. Tudo isso gera estresse', afirma. Por isso, o cuidado começa antes mesmo do caminhão chegar.

A principal orientação é não alterar a rotina do animal nos dias que antecedem a mudança. Horários de alimentação, brincadeiras e descanso devem ser mantidos. Essa previsibilidade ajuda o pet a se sentir mais seguro.

Outra dica importante é deixar a caixa de transporte aberta, em um local acessível, com um paninho ou cobertor que tenha o cheiro do próprio animal. Assim, ele passa a entrar e sair espontaneamente, reduzindo a ansiedade quando precisar permanecer dentro dela no dia da mudança.

No dia da mudança, o ideal é manter o pet em um ambiente tranquilo e isolado, longe de barulho, movimentação intensa e pessoas falando alto. Reservar um cômodo só para ele pode evitar sustos e fugas.

Ao chegar na casa nova, especialmente no caso dos gatos, não é recomendado tirá-lo imediatamente da caixa de transporte. O melhor é deixá-la aberta e permitir que ele saia no próprio tempo, explorando o novo espaço.

Objetos familiares fazem toda a diferença nesse momento. Caminha, cobertores, brinquedos e mantinhas com o cheiro do animal ajudam a criar uma sensação de reconhecimento no ambiente desconhecido. “Tudo que eles consigam associar ao que já conheciam ajuda bastante', reforça a veterinária  da Clínica Bourgelat.

O uso de feromônios sintéticos também pode auxiliar na adaptação, pois eles contribuem para diminuir o estresse. Nos primeiros dias, é recomendado deixar o gato restrito a um único cômodo, com água, comida e caixa de areia. Aos poucos, ele pode ir explorando os demais espaços da casa. Nada de forçar interação ou tentar “apressar' o processo.

É comum que o animal fique mais escondido ou até coma menos nesse período. 'A adaptação pode levar de 2 a 5 dias em gatos mais estressados, até 2 semanas, uma adaptação para o animal ali se sentir seguro no ambiente novo. Uma coisa importante é evitar o uso de calmantes, sem orientação veterinária, porque isso pode ser um risco grande para o animal'.

Sinais como diarreia, vômito ou apatia excessiva devem acender o alerta. Nesses casos, é importante procurar um veterinário para avaliar se é apenas reflexo do estresse ou se há alguma doença.

Acompanhe o Lado B no Instagram @ladobcgoficial, Facebook e X. Tem pauta para sugerir? Mande nas redes sociais ou no Direto das Ruas através do WhatsApp (67) 99669-9563 (chame aqui).

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para entrar na lista VIP do Campo Grande News.



Ao utilizar nossos serviços, você aceita a política de monitoramento de cookies.
Para mais informações, consulte nossa política de cookies.