• Sexta, 19 de Junho de 2026

Dólar fecha a R$ 5,16 e sobe com tensão no Oriente Médio

Ibovespa avança aos 189 mil pontos e Petrobras dispara 4%

GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS


Cédula do dólar em Campo Grande. (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

O dólar fechou a R$ 5,16 nesta segunda-feira (2), com alta de 0,59%, puxado pela guerra no Oriente Médio. O Ibovespa subiu 0,28% e encerrou aos 189.307 pontos, com apoio das ações da Petrobras. Investidores reagiram aos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e à resposta iraniana, que ampliaram o risco de um conflito maior.

Os ataques mataram o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, e outras autoridades do país. Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e Arábia Saudita também relataram ofensivas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), afirmou que as ações seguem até que os objetivos sejam alcançados.

A tensão elevou o preço do petróleo e do gás natural. O barril do Brent subiu 7,56% e fechou a US$ 78,38. O WTI avançou 6,68% e encerrou a US$ 71,50. O aumento ocorre porque o conflito afeta o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo.

Com o petróleo mais caro, as ações da Petrobras avançaram mais de 4% e ajudaram a sustentar o índice brasileiro. Os papéis da PetroRio subiram cerca de 5% e os da PetroReconcavo avançaram aproximadamente 3%. Empresas do setor vendem petróleo a preço internacional e ampliam a receita quando o barril sobe.

Nos Estados Unidos, o S&P 500 fechou estável, com alta de 0,01%. O Nasdaq subiu 0,32% e o Dow Jones caiu 0,18%. Na Europa, o índice STOXX 600 recuou 1,7%. Na Ásia, o índice de Xangai subiu 0,5% e o Nikkei caiu 1,3%.

No Brasil, o dólar acumula alta de 0,62% na semana e no mês, mas registra queda de 5,88% no ano. O Ibovespa sobe 0,28% na semana e no mês e acumula alta de 17,49% em 2026.

O mercado acompanha nesta semana a divulgação do relatório Focus e do PIB de 2025, que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publica nesta terça (3).



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