• Quinta, 18 de Junho de 2026

Câmara aprova projeto que cria 6 novas varas federais em Mato Grosso do Sul

Criação pode custar até R$ 90 milhões ao ano; texto relatado por Dagoberto Nogueira (PSDB) vai ao Senado

GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS


O deputado federal Daboberto Nogueira, relator da proposta. (Foto: Vinicius Loures/Agência Câmara)

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (25) o projeto que cria oito varas da Justiça Federal no país, sendo seis em Mato Grosso do Sul e duas no Amazonas. A proposta prevê a abertura de 302 cargos e pode gerar impacto de até R$ 90 milhões por ano, segundo estimativas de técnicos da Casa. O texto segue agora para análise do Senado.

No estado, as unidades serão instaladas em Bonito, Corumbá, Ponta Porã, Naviraí, Três Lagoas e Dourados. O projeto é de autoria do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e teve relatoria do deputado federal Dagoberto Nogueira (PSDB).

A proposta autoriza a criação de cargos efetivos, funções comissionadas e vagas para magistrados. A Lei Orçamentária Anual prevê custo inicial de R$ 7,6 milhões em 2026, com parte das vagas, e despesa anual de cerca de R$ 15 milhões quando essa etapa estiver completa.

Apesar disso, o impacto total pode ser maior. Técnicos da Câmara apontam que a ampliação completa da estrutura pode alcançar R$ 90 milhões por ano, considerando custos médios de funcionamento das varas federais no país. O texto condiciona a instalação das unidades à disponibilidade de recursos da Justiça Federal.

O relator afirmou que a medida busca reduzir a sobrecarga do Judiciário, sobretudo em cidades de fronteira. Ele citou o aumento de processos em municípios como Ponta Porã e Corumbá, que hoje operam com estrutura limitada.

O projeto também considera “o avanço econômico de Mato Grosso do Sul' e a “expectativa de aumento de demandas com a Rota Bioceânica'. A avaliação é de que o crescimento da atividade econômica deve ampliar ações nas áreas previdenciárias, ambientais e de comércio exterior.

No Amazonas, o STJ aponta aumento de conflitos fundiários e ambientais como justificativa para a criação das varas. O presidente do tribunal, ministro Herman Benjamin, destacou a pressão sobre áreas protegidas e o crescimento de disputas judiciais na região.



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