• Quinta, 18 de Junho de 2026

De ovo a peixe, preços da Páscoa variam até 118% em Campo Grande

Levantamento do Procon-MS mostra diferenças expressivas entre estabelecimentos

JOSé CâNDIDO / CAMPO GRANDE NEWS


Ovos de Páscoa nas prateleiras: pesquisa mostra que preços podem variar mais de 100% entre lojas em Campo Grande. (Foto Kleber Clajus)

A tradicional corrida às compras de Páscoa pode pesar mais, ou menos, no bolso, dependendo do caminho escolhido pelo consumidor. Pesquisa do Procon Mato Grosso do Sul revelou que produtos típicos da data apresentam variações de preços que chegam a 118% em Campo Grande.

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O levantamento foi realizado entre os dias 23 e 24 de março em 14 estabelecimentos comerciais da Capital, incluindo supermercados, loja de departamentos e peixarias. O resultado reforça um velho conselho que ganha força nesta época do ano: comparar preços pode fazer toda a diferença.

Chocolates puxam disparada

Entre os itens analisados, os ovos de Páscoa infantis lideram o ranking de variação. Produtos de 80 gramas, acompanhados de brindes, apresentaram diferença de até 118,3% entre os pontos de venda, mais que o dobro do preço dependendo da prateleira.

Outros clássicos da data também não escaparam da oscilação. Ovos das linhas tradicionais tiveram variações significativas, como:

  • Ouro Branco (359g): 55,6%
  • Caribe (229g): 40,6%

Nas caixas de bombons, a diferença também chama atenção. Produtos premium chegaram a quase 40% de variação, enquanto opções sortidas ficaram próximas de 35%. Até a tradicional colomba pascal entrou na lista, com diferença de mais de 20% entre estabelecimentos.

Além do preço, o Procon orienta atenção ao peso real dos produtos e, no caso de itens com brinquedos, à presença do selo do Inmetro, que garante a segurança.

Peixes também variam, e muito

Se o chocolate é símbolo da Páscoa, o peixe é tradição à mesa e também motivo de comparação.

O filé de salmão foi o destaque nas peixarias, com variação de 82%, e preço médio de R$ 111,72 o quilo. Já o salmão inteiro apresentou média de R$ 93,02.

Outro item bastante procurado no período, o bacalhau Saithe, registrou diferença de 43% entre os locais pesquisados.

Entre os peixes de água doce, as oscilações foram menores, mas ainda relevantes:

  • Filé de pintado de cativeiro: 33%
  • Costelinha de pacu: 31%

Consumidor no comando

Com preços sensíveis à demanda e promoções de última hora, o levantamento deixa claro que a decisão de onde comprar pode impactar diretamente o orçamento.

Os dados completos da pesquisa estão disponíveis no site do Procon-MS, e a recomendação é simples: antes de levar para casa o chocolate ou o peixe, vale gastar alguns minutos pesquisando — porque, nesta Páscoa, a diferença pode ser bem maior do que o esperado.



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