• Quinta, 18 de Junho de 2026

Aldeias afetadas por chikungunya receberão 6 mil cestas básicas até junho

A epidemia da doença começou em março e já fez 5 vítimas indígenas, em Dourados

CASSIA MODENA / CAMPO GRANDE NEWS


Atendimento de criança indígena em meio à crise de saúde provocada pela doença (Foto: Divulgação/Prefeitura de Dourados)

A epidemia de chikungunya em Dourados, que afeta mais intensamente sua população indígena, também levou ao anúncio de ajuda humanitária para garantir a segurança alimentar nas aldeias.

Segundo divulgou o Ministério dos Povos Indígenas ontem (4), serão distribuídas 6 mil cestas básicas entre as famílias indígenas entre este mês de abril e junho. A ação é articulada pela Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas), Ministério do Desenvolvimento Social, Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), Sesai (Secretaria de Saúde Indígena) e a Defesa Civil.

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Outra medida, também anunciada ontem, é a autorização para ampliar o sistema de abastecimento de água nas aldeias Jaguapiru e Bororó, que compõem a Reserva Indígena do município.

O projeto da ampliação do sistema está pronto desde janeiro, é do Governo de Mato Grosso do Sul e prevê a construção de dois poços para atender cerca de 30 mil indígenas na região. O documento de autorização tem validade de três anos a contar da data de publicação e a execução ficará a cargo da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos).

A precariedade no abastecimento de água é um dos fatores apontados para o aumento de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, já que as comunidades utilizam reservatórios improvisados, que facilitam a proliferação.

A doença já fez cinco vítimas em Dourados, todas elas indígenas: uma mulher de 69 anos, um homem de 73 anos, uma mulher de 60 anos e dois bebês, de três meses e um mês de idade.

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