• Quinta, 18 de Junho de 2026

45 dias após tragédia, polícia ainda apura descarga elétrica em tirolesa

Dois rapazes acabaram morrendo em acidente; polícia ainda não concluiu investigação

DAYENE PAZ / CAMPO GRANDE NEWS


Pedro (à esquerda) e Gustavo (à direita) ambos morreram após descarga elétrica (Foto: Reprodução)

Quarenta e cinco dias após o acidente em uma tirolesa que terminou com a morte de dois jovens na zona rural de Bonito, a 297 quilômetros de Campo Grande, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul ainda não concluiu o inquérito e segue apurando a suspeita de descarga elétrica na estrutura.

A reportagem do Campo Grande News tentou obter informações sobre o andamento da investigação. Nesta quinta-feira (9), a polícia informou apenas que foi solicitado novo prazo para prosseguimento das apurações. “Por enquanto não tem atualizações para repassar', respondeu a corporação.

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Desde o início, a principal linha investigativa considera a hipótese de fuga de energia. Em nota divulgada na época, a Polícia Civil informou que equipes estiveram no local para levantamentos iniciais e realizaram testes na rede elétrica da estrutura, porém “até o momento, não foi possível identificar a origem da possível fuga de energia'.

Na manhã seguinte ao acidente, policiais e peritos retornaram à propriedade com equipamentos específicos para aprofundar os exames periciais e esclarecer a dinâmica dos fatos. A perícia identificou que toda a estrutura da tirolesa era metálica e que, no topo da torre, havia um sistema de iluminação com fiação antiga e pontos desencapados. A suspeita é de que essa condição tenha energizado a estrutura e provocado o choque.

Também foi constatado que a Estância Walf, onde ocorreu o acidente, não possuía alvará de funcionamento. O local havia sido alugado por três dias para a realização do casamento de familiares das vítimas.

Acidente - Conforme informações do Corpo de Bombeiros, na manhã do dia 22 de fevereiro familiares e amigos estavam tomando banho de rio quando decidiram utilizar a tirolesa instalada sobre uma lagoa.

Ao participar da atividade, Pedro Henrique de Jesus Martins submergiu e não voltou à superfície. Gustavo Henrique Camargo dos Santos estranhou a situação e entrou na água para procurar o amigo, mas também acabou se afogando. As vítimas foram socorridas por familiares e levadas por meios próprios ao Hospital Darci João Bigaton.

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 11h e deu continuidade ao atendimento de Gustavo, que precisou passar por manobras de reanimação ainda na viatura da corporação. Ele chegou ao hospital sem pulso, mas a equipe conseguiu reverter a parada cardiorrespiratória.

Apesar de estabilizado, permaneceu inconsciente e foi transferido em vaga zero para a Santa Casa de Campo Grande, em estado gravíssimo. Gustavo não resistiu e morreu na noite de domingo (22), tornando-se a segunda vítima do acidente.

Familiares relataram à polícia que, além da suspeita de descarga elétrica, os dois homens acabaram submersos e perderam os sentidos. Quando os bombeiros chegaram ao local, devido à distância, as vítimas já estavam sendo levadas por pessoas que participavam da confraternização.

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