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No primeiro dia, banca esgota 5 mil envelopes de figurinhas da Copa do Mundo
Muitos colecionadores foram até o local, no Centro de Campo Grande, para realizar trocas
CLARA FARIAS / CAMPO GRANDE NEWS
O primeiro sábado de troca de figurinhas da Copa do Mundo movimentou a Banca Modular, na Rua Antônio Maria Coelho, quase esquina com a Rua 25 de Dezembro, no Centro de Campo Grande. Colecionadores de todas as idades se reuniram no local logo nas primeiras horas do dia para iniciar a tradicional troca, um dia após o lançamento oficial dos álbuns. Cada álbum custa R$ 25, e o pacote com 7 figurinhas custa R$ 7.
Proprietário da banca, Daniel Magalhães conta que a procura começou ainda no fim do ano passado e cresceu gradativamente até o lançamento. “Desde o Natal o pessoal já perguntava. Em janeiro aumentou, em fevereiro mais ainda, e foi crescendo. Chegou num ponto de ter 20 pessoas de manhã e 50 à tarde, fora quem manda mensagem ou passa na calçada. É muita gente procurando', relata.
Segundo ele, o lançamento antecipado das figurinhas intensificou ainda mais o movimento. “Quando anunciaram que ia sair no dia 30, foi uma correria. Só faltou o pessoal acampar aqui na frente esperando abrir', brinca.
A banca recebeu 10 mil envelopes de figurinhas, mas metade já havia sido vendida até ontem. A expectativa é que o restante se esgote ainda nesta sexta-feira. Apesar da reposição semanal feita pela distribuidora, ainda não há garantia de que as figurinhas estarão disponíveis regularmente.
Daniel destaca que o álbum da Copa é um fenômeno à parte. “Sai álbum o ano inteiro, de super-herói, futebol, infantil. Mas a Copa do Mundo é diferente, atrai outro público. Tem gente que aparece aqui só de quatro em quatro anos', explica.
Ele também tranquiliza os colecionadores quanto ao tempo para completar o álbum. “Não é um investimento imediato. Os álbuns ficam em circulação de 8 a 10 meses. Até o Natal ainda vai ter gente comprando e trocando figurinha. Dá pra ir completando aos poucos', afirma.
Entre os participantes estava o servidor Vinícius Castro, acompanhado do filho Arthur, de 14 anos. Ele conta que a tradição começou ainda na infância e foi retomada com os filhos. “Eu já gostava quando era criança, mas não completava. Agora com eles a gente começou a completar os álbuns', diz.
Vinícius revela que já garantiu um bom número de pacotes logo no início. “Ontem mesmo eles me ligaram e eu já tinha 40 pacotes reservados', comenta. Segundo ele, completar o álbum pode pesar no bolso, principalmente sem trocas. “São 980 figurinhas. Se não trocar, pode chegar a uns 800 pacotes, o que dá cerca de R$ 6 mil. Com as trocas, a gente tenta baixar para uns R$ 1 mil', calcula.
Arthur, que participa desde a Copa de 2018, demonstra empolgação. “Estou com muita expectativa, espero que o Brasil ganhe e eu consiga ver o hexa', afirma.
O médico Rigoberto Oliveira, de 52 anos, também participou da troca e explicou a dinâmica. “A gente abre os pacotes, marca no álbum o que já tem e separa as repetidas para trocar. Assim fica mais fácil completar', conta.
Já o professor Caciano Silva Lima levou o filho Gabriel, de 14 anos, e destacou o caráter cultural do hábito. “As pessoas não têm noção da dimensão disso. É uma dinâmica cultural incrível, que reúne famílias, movimenta a cidade. A gente pretende vir todo fim de semana até completar o álbum', afirma.
Gabriel, que é goleiro e fã de futebol, está animado com o segundo álbum que pretende completar ao lado do pai.
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