Coronel Sapucaia
Fubá e cosméticos estão entre novos itens proibidos pela Vigilância Sanitária
Listagem foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União
GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a apreensão do fubá da marca Alemão e de cerca de 100 produtos cosméticos da empresa Cativa Natureza em todo o Brasil, na quarta-feira (29), por irregularidades na fabricação e ausência de rastreabilidade dos itens, com base em inspeções sanitárias e normas técnicas, após publicação no Diário Oficial da União.
No caso do fubá, a agência apontou que o produto não possui origem confirmada. O rótulo indicava a empresa Craft Alimentos Ltda como fabricante, mas a companhia negou a produção do alimento. A Anvisa classificou o item como de origem desconhecida e destacou que não existe garantia sobre o processo de fabricação nem sobre as condições sanitárias aplicadas.
A situação impede a identificação do responsável pelo produto e bloqueia o rastreio da cadeia produtiva. A agência também ressaltou que não há comprovação de que o fubá tenha passado por estabelecimento regularizado ou sob controle sanitário adequado.
Em outra frente, a Anvisa atingiu a Cativa Natureza Indústria de Cosméticos Ltda após identificar falhas em uma inspeção realizada em março. O relatório apontou descumprimento das Boas Práticas de Fabricação exigidas para cosméticos, perfumes e itens de higiene pessoal.
A fiscalização resultou na suspensão de quase 100 produtos de diferentes linhas, incluindo óleos essenciais, cremes, shampoos, desodorantes e sabonetes. A medida alcança todos os lotes produzidos a partir de agosto de 2025, segundo a agência.
A agência informou que as irregularidades envolvem controle de qualidade, padrões de produção e documentação técnica. O órgão afirmou que as falhas comprometem a segurança do consumidor e exigem retirada imediata dos produtos do mercado.
Em nota, a Cativa Natureza afirmou que recebeu apontamentos técnicos durante a vistoria e disse que iniciou adequações nos processos internos. A empresa declarou que trata as exigências com responsabilidade e que adota medidas para corrigir os pontos indicados pela fiscalização.
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