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Cuca valoriza empate do Santos contra o Palmeiras sem Neymar: "Jogamos bem com ou sem ele"
Treinador lamentou chances perdidas, mas comemorou ponto conquistado fora de casa no clássico deste sábado
GLOBOESPORTE.COM / ANA CANHEDO
O Santos deu boas respostas sem Neymar. Essa é a avaliação do técnico Cuca depois do empate por 1 a 1 deste sábado no clássico contra o Palmeiras, fora de casa, válido pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.
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Embora tenha lamentado as chances perdidas pelo time, especialmente quando tinha a vantagem de um gol, o treinador comemorou o resultado e o desempenho, apesar do desfalque do camisa 10.
– O time está jogando bem com ou sem ele, porque temos feito bons jogos até nas derrotas. Hoje foi bom jogo, na Bahia, na derrota para o Flamengo, em Buenos Aires – analisou Cuca.
– Se você está em um campeonato longo, você fica incomodado se não conquista alguns jogos. Os números não são bons, não estamos ganhando, estamos empatando – acrescentou.
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Neymar ficou fora da partida na casa palmeirense por conta do gramado sintético, elogiado pelo próprio Cuca na entrevista coletiva.
– O sintético hoje me surpreendeu, é muito bom. Tão ou mais macio do que qualquer gramado. Propõe o jogo que se a bola for na canela, ele entrega, não tem buraco. Cada um tem uma ideia, respeito quem não gosta, quem tem algum problema de articulação como Neymar tem no tornozelo, mas o campo está muito bom para se jogar – analisou.
Os elogios se estenderam ao desempenho santista na partida, principalmente nos 45 minutos iniciais. O Peixe abriu o placar com Rollheiser e chegou a criar chances para ampliar, mas sofreu o empate de Flaco López na etapa final.
– Vi um Santos jogando muito bem na nossa proposta, não tínhamos uma bola longa, uma referência, então era correr risco, tentar aproximação, jogadores leves, versáteis. Foi o que fizemos a exceção dos últimos dez minutos. Jogamos uma grande partida na primeira etapa. No segundo tempo, tivemos desgaste, mas ocasiões claras de gol. Entramos na cara do gol e não fizemos o gol – lamentou.
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– Tomamos gol e foi anulado, temos que comemorar esse resultado pelo ponto e pela partida que fizemos. Fizemos um grande jogo e o torcedor hoje está satisfeito – finalizou.
Fora da partida deste sábado, Neymar retorna ao Santos no duelo de terça-feira contra o Recoleta, no Paraguai, pela quarta rodada da Sul-Americana. O Peixe precisa da vitória para deixar a lanterna do Grupo D e entrar na briga pela primeira posição.
Confira mais respostas de Cuca:
Análise do jogo – São 40 mil jogando contra e um grande banco de reservas. Tomamos o gol em bola dominada nossa, não sei se foi falta ou não, mas tomamos o gol e vira outro jogo. Nossas peças importantes cansaram, colocamos velocidade na frente para matar o jogo, mas não conseguimos mais ter essa jogada. Meias criativos já tinham saído por desgaste.
Fase de Rollheiser – Rollheiser está jogando como 10, armador, está jogando cada vez melhor, performando tempo maior. No último jogo teve câimbras, hoje aguentou mais e estamos muito felizes com ele.
Chance de vitória – Fazer a escolha certa, entramos com Barreal na cara do gol e tem fração para decidir e decidiu errado. Escolheu bater para fora no canto, são lances que um atleta de alto nível mata, como ele é. Outros que deixamos de passar para o companheiro, é preciso matar. Fazer o gol. A gente teria enorme chance de vencer.
Foi falta no lance do gol do Palmeiras? – Não vi o lance do Barreal. Tenho que ver na TV, não falei com ele também. Depois que converso individualmente.
Ausência de Neymar – Vocês sabem, sente muito em jogar no sintético e por isso não veio.
Frustração por sofrer o empate – Tática não, o jogo tem uma estratégia que você inicia e no decorrer do jogo os sistemas vão mudando. Baixar volante para sair jogando tem três zagueiros. O jogo vai mudando de sistema a cada três ou cinco minutos, mas é muito intenso, jogador cansa, principalmente os de frente. Campo é maior para eles correrem. Jogo de pé em pé. Fomos bem. O resultado foi justo pelo que os times fizeram em campo.
Neymar e Rollheiser – Neymar é referência, jogador superimportante, é diferenciado. Jogador ataca o espaço e ele pensa na frente, não é só nosso. Ele é muito importante para nós. Ele aproveitou muito bem o espaço, chamou bem as jogadas e fico feliz de ter Rollheiser como substituto.
Sul-Americana – Já venderam todos os ingressos lá. Neymar vai jogar, claro que vai jogar. Depois é ter sequência até a convocação, fazer o melhor possível e estar energizado. Agora, é largar tudo no campo, nos ajudar e se ajudar.
Parada para a Copa do Mundo – Eu moro no CT, fico pensando o time todo dia, imagino melhoras que a gente pode fazer. Mercado é duro, mas podemos melhorar nosso elenco para ter um semestre melhor.
Arbitragem – Foi justo. Palmeiras e nós reclamamos de falta, ele deixou seguir e disse que foi igual o critério. O gol anulado não é culpa dele, tem que ser anulado quando bate na mão.
Disputar três competições – Difícil, muito difícil. Hoje, Mayke não tinha condição de jogo. Trabalhar bem para fortalecer o elenco para o segundo semestre, pois temos muitos jogadores no limite.
Mudanças – Coloquei o time para frente, coloquei Rony, Xavier e Moisés, queria bola estourada lá dentro, mas tivemos que tirar os armadores, como Rollheiser, trocamos um volante pelo outro e colocamos o Zé Rafael, pusemos o time para frente, mas as situações de jogo fizeram com que o Palmeiras se jogasse para frente.
Atraso – Peço desculpas pelo atraso. A gente tinha uma programação de chegar 1h30 antes do jogo, mas demos um tour em São Paulo, fomos para a Av Paulista, Ibirapuera, demorou quase uma hora. Coitado do massagista, não dá conta de colocar toda a bandagem, e os jogadores entraram correndo. Sabemos que não é certo fazer isso.
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