Coronel Sapucaia
Roberto Razuk segue em prisão domiciliar, mas é liberado de tornozeleira
Publicação no Diário da Justiça que determina a recolocação do equipamento nele foi um erro material
LUCIA MOREL / CAMPO GRANDE NEWS
Advogados do ex-deputado estadual Roberto Razuk, 85 anos, informaram que a publicação no Diário Oficial da Justiça que determina a recolocação de tornozeleira eletrônica nele foi um “erro material', ou seja, um erro involuntário e/ou técnico, seja na redação, na digitação ou no cálculo realizado ao se proferir uma decisão.
O pedido de habeas corpus em que teria sido definido o uso do equipamento foi retificado e estabelece a exclusão da monitoração eletrônica, mas mantém as demais condições, que são: proibição de manter contato ou receber visitas na casa de terceiros; proibição de ausentar-se de Dourados, onde mora, sem autorização judicial; e submissão prévia ao juízo quanto à necessidade de tratamento médico.
- Leia Também
- Justiça manda Roberto Razuk reinstalar tornozeleira 5 meses após retirada
- Justiça ouve núcleo de “lideranças' do jogo do bicho ligado ao clã Razuk
Em nota, os advogados Ricardo Souza Pereira e Daniela Azambuja Rodrigues Miotto explicaram que houve erro material, “uma vez que não havia sido requerido o cumprimento da prisão em regime domiciliar, pois o paciente já se encontrava nessa condição, inclusive sem o uso de tornozeleira eletrônica', e que foram ajuizados embargos de declaração, nos quais o desembargador relator “corrigiu a decisão e afastou a imposição do monitoramento eletrônico'.
Successione - Roberto Razuk foi alvo de fases da Operação Successione, que em sua última etapa cumpriu 20 mandados de prisão preventiva e 27 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, Maracaju, Ponta Porã e Corumbá. Também foram cumpridas ordens judiciais no Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul. A investigação está em sigilo.
De acordo com o Ministério Público, fases anteriores da operação revelaram atuação de “organização criminosa armada e violenta', que se dedicava à exploração de jogos ilegais, corrupção e outros crimes.
O grupo é apontado como responsável por roubos com emprego de arma de fogo no contexto da disputa pelo monopólio do jogo do bicho em Campo Grande. Conforme o Gaeco, com as ações criminosas, a família Razuk tentava ocupar o vácuo deixado após a Operação Omertà, que desmantelou o esquema controlado pela família Name.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.
Leia mais



Primeira página
Coronel Sapucaia
Suspeito de homicídio morre em operação contra facções
Coronel Sapucaia
PM prende indígena após nova ocupação em fazenda de Amambai
Coronel Sapucaia
Veja as dezenas de hoje na Dupla Sena, Lotofácil, Super Sete e mais

