• Quarta, 17 de Junho de 2026

Indígenas liberam acesso à aldeia Buriti após reunião com Funai e MPI

Estrada foi desobstruída depois de um encontro sobre disputa territorial; PM mantém reforço na região

INARA SILVA / CAMPO GRANDE NEWS


Indígenas bloquearam a estrada que dá acesso à aldeia (Foto: PMMS)

Os indígenas da Terra Indígena Buriti liberaram, no fim da tarde desta terça-feira (16), a estrada vicinal que dá acesso à aldeia Buriti, em Sidrolândia, após uma reunião com representantes da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) e do MPI (Ministério dos Povos Indígenas). Segundo a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, a via foi desobstruída por volta das 17h.

O bloqueio ocorreu durante o encontro que discutiu a reivindicação territorial envolvendo fazendas localizadas na região e que, segundo lideranças indígenas, se sobrepõem à área tradicional do povo Terena.

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De acordo com a Polícia Militar, entre 30 e 50 indígenas participaram da mobilização. O grupo teria solicitado informações sobre os limites entre propriedades rurais e a área reivindicada pelos indígenas. Durante a reunião, o deslocamento de indígenas e servidores federais provocou o fechamento temporário da estrada, impedindo a passagem de civis que utilizavam a via.

A estrada bloqueada é uma via vicinal que dá acesso tanto à sede da aldeia Buriti quanto a propriedades rurais da região. Segundo a PM, a situação foi acompanhada por equipes policiais e representantes federais até que a passagem fosse normalizada.

Policiamento - A presença policial na região permanece reforçada após os episódios registrados no último fim de semana, com cerca de 25 policiais militares, distribuídos em cinco ou seis viaturas.

A tensão na região aumentou após indígenas entrarem, no sábado (14), na sede da Fazenda São Sebastião, localizada a aproximadamente 70 quilômetros de Campo Grande. Os policiais encontraram danos na propriedade, com incêndio em uma residência da fazenda, além da retirada e destruição de materiais. Após o episódio, a PM passou a manter vigilância permanente nos acessos às fazendas São Sebastião, Ana Clara e Vassouras, consideradas áreas sensíveis dentro do conflito fundiário na região.

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