Coronel Sapucaia
Fila de advogados e 16 presos deixam clima tenso na Depac
ANAHI ZURUTUZA E KAMILLA ALCâNTARA / CAMPO GRANDE NEWS
Treta na delegacia - A movimentação dos presos da Operação Gutenberg rendeu uma saia justa na Depac nesta terça-feira (7). Com a delegacia lotada após a ação do Gaeco, advogados reclamaram da demora para conseguir falar com os clientes. Do outro lado, policiais argumentaram que o dia rompeu a rotina: além dos 16 presos da operação, a equipe seguia atendendo ocorrências comuns e até outros serviços que dependiam da unidade.
Deixa disso - Um dos policiais chegou a dizer que não iria deixar outros atendimentos esperando para liberar acesso à defesa. Um advogado passou a gravar a situação e afirmou que levaria o vídeo à corregedoria. O clima só esfriou depois que o delegado Edson Caetano chamou os advogados para uma conversa reservada e explicou que a delegacia enfrentava um dia atípico pelo volume de presos.
Cobrir o déficit - Representantes de servidores públicos participaram de uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo da Ageprev na semana passada para discutir como reduzir o déficit do regime de previdência. Pela legislação, quando faltam recursos, o poder público deve cobrir as contas. Uma minuta de projeto de lei está circulando com um plano para equacionar a falta de recursos.
2 mil professores - Um dos cenários avaliados é que o aumento do quadro de pessoal, como o concurso anunciado para 2 mil professores, possa ajudar a Ageprev a elevar a receita com as contribuições. A agência recebe os descontos dos salários dos servidores efetivos e uma cota-parte do Governo, além de aportes adicionais para fechar as contas. Pessoas contratadas e comissionadas não participam do fundo da Ageprev. Elas contribuem para o chamado regime geral da Previdência, o INSS.
Benefícios fiscais - Um advogado ingressou com ação popular na Justiça de Campo Grande para tentar cancelar incentivo fiscal concedido ao frigorífico JBS. A concessão ocorreu por meio de lei aprovada pelos vereadores, prevendo nove anos de isenção de IPTU e um ano pagando apenas metade do tributo para o empreendimento localizado na saída para Sidrolândia, além de isenção de ISSQN para as obras. O juiz responsável pela ação já pediu uma delimitação dos atos questionados e agora chamou a Prefeitura para se manifestar sobre o caso antes de decidir os pedidos feitos pelo autor.
Helicóptero - A Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) empenhou R$ 300 mil para contratar três cursos práticos destinados à formação e capacitação técnica de pilotos de helicóptero. A contratação foi feita para atender a CGP (Coordenadoria-Geral de Perícias), conforme registro publicado no Diário Oficial do Estado. O serviço será prestado pela empresa Plano de Voo Escola de Aviação Civil Ltda, por R$ 300 mil do Fundo Estadual de Segurança Pública.
Saúde mental - A Sejusp também contratou 55 vagas em um curso de pós-graduação voltado à saúde mental e ao bem-estar na segurança pública, por R$ 29.975 para o Instituto Sul-Mato-Grossense de Ensino Superior Ltda. A contratação tem vigência até setembro de 2026. A capacitação é voltada à formação de profissionais que atuam nas áreas de segurança pública, com foco em temas relacionados à saúde emocional e às condições de trabalho dos servidores.
Desistiu – O vereador Maicon Nogueira (PP) confirmou que desistiu de disputar uma vaga de deputado estadual em 2026. Segundo ele, a decisão foi motivada pelo trabalho que vem desempenhando na Câmara de Campo Grande. “De 29 vereadores, não cabem em uma mão os que fazem oposição ao modelo de gestão. Hoje é mais necessário que eu permaneça vereador do que assumir o desafio de disputar uma vaga de deputado estadual', afirmou.
Sem negociação – Maicon também atribuiu sua saída da lista de pré-candidatos ao desgaste com o PP por se recusar a apoiar a prefeita Adriane Lopes (PP). “Eles propõem que eu faça uma aliança com a prefeita, eu nego, e está tudo certo. Eu tenho essa liberdade', disse. Segundo o vereador, o partido retirou seu nome da relação de pré-candidatos esperando que ele negociasse uma mudança de postura. “Esperavam que eu fosse negociar, pedir ou impor alguma condição. Mas eu não vou fazer isso', completou.
Disputa na fronteira - A disputa pelo contrato de gestão do Hospital Regional de Ponta Porã ganhou mais um capítulo no TCE. O Tribunal determinou que a SES (Secretaria de Estado de Saúde) retire 2 pontos da nota do ISMS (Instituto Social Mais Saúde), após questionamento apresentado por outra entidade participante do chamamento público. A discussão ficou concentrada em um dos critérios de avaliação, chamado “Valor em Saúde'. O instituto havia recebido 4 pontos, mas a área técnica do Tribunal concluiu que faltou comprovação de profissionais específicos que seriam responsáveis pela implantação do modelo.
Leia mais


Primeira página
Coronel Sapucaia
Caminhão com 10 mil tijolos pega fogo após tombar na MS-276
Coronel Sapucaia
Em 42 dias, operações contra tráfico envolvem 19 policiais em MS

