• Terça, 15 de Setembro de 2026

Dólar sobe a R$ 5,14 com petróleo em alta e cautela sobre juros

Mercado aguarda decisões no Brasil e nos EUA, enquanto Ibovespa fecha em queda de 0,91%

GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS


Cédula do dólar. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar comercial abriu a semana em alta de 0,43% nesta segunda-feira (14) e fechou cotado a R$ 5,1472. A moeda subiu porque investidores buscaram aplicações consideradas mais seguras diante da tensão no Oriente Médio e da expectativa por decisões sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos. Durante o dia, a cotação chegou a R$ 5,1823.

A alta do dólar pode encarecer produtos importados e itens produzidos no Brasil que dependem de peças ou matérias-primas compradas no exterior. A moeda acumula avanço de 0,43% na semana, mas ainda registra queda de 0,63% em setembro e de 6,22% desde janeiro.

A tensão no Oriente Médio também fez o petróleo subir. Um ataque com drones interrompeu temporariamente um oleoduto da Arábia Saudita usado para transportar combustível sem passar pelo Estreito de Ormuz, rota importante para o comércio mundial. Perto das 17h, o barril do Brent avançava 1,49%, para US$ 106,17, enquanto o WTI subia 1,75%, a US$ 101,80.

O petróleo mais caro preocupa porque pode aumentar custos de combustíveis, transporte e produção. Esse movimento também pode dificultar a queda da inflação, tanto no Brasil quanto em outros países, e influencia as decisões dos bancos centrais sobre as taxas de juros.

No Brasil, o mercado espera que o Copom (Comitê de Política Monetária) reduza a Selic em 0,25 ponto percentual na quarta-feira (16), para 13,75% ao ano. Juros menores costumam estimular o consumo e os investimentos, mas também podem reduzir a entrada de dinheiro estrangeiro no País e pressionar a cotação do dólar.

Nos Estados Unidos, investidores aguardam a decisão do Fed (Federal Reserve), o banco central norte-americano. A possibilidade de aumento dos juros ganhou força com os dados recentes de inflação. Taxas mais altas nos Estados Unidos tornam os investimentos naquele país mais atraentes e podem levar recursos para fora de mercados como o brasileiro.

A bolsa brasileira também teve um dia negativo. O Ibovespa caiu 0,91% e fechou aos 185.501 pontos. Mesmo com a perda desta segunda, o índice acumula alta de 4,56% em setembro e de 15,13% no ano.



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