• Terça, 15 de Setembro de 2026

Morre aos 63 anos Jorge Barros, referência do teatro e da cultura de MS

Artista dedicou mais de 4 décadas aos palcos, aos bonecos, ao artesanato e à formação cultural

GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS


Jorge Barros de Oliveira se dedicou à criação de bonecos, esculturas e adereços inspirados nas paisagens, tradições e identidades de Mato Grosso do Sul. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Faleceu nesta segunda-feira (14), o multiartista Jorge Barros de Oliveira, aos 63 anos. A morte foi comunicada pela FCMS (Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul), que destacou a trajetória de mais de quatro décadas do ator, bonequeiro, artesão e arte-educador. A causa da morte não foi divulgada.

Jorge nasceu em 20 de março de 1963 e construiu a carreira em diferentes áreas da produção cultural sul-mato-grossense. Integrante do histórico Grupo Ipurinã, participou de montagens teatrais no Estado e, segundo a Fundação de Cultura, foi o primeiro ator a interpretar o poeta Manoel de Barros.

O artista também se dedicou à criação de bonecos, esculturas e adereços inspirados nas paisagens, tradições e identidades de Mato Grosso do Sul. Parte desse trabalho chegou a exposições e mostras de teatro de bonecos em Campo Grande. Ao longo da carreira, Jorge ainda ministrou oficinas voltadas à formação de novos artistas.

Em 2015, ele ganhou repercussão ao rasgar uma homenagem recebida na Câmara Municipal de Campo Grande durante uma sessão pelo Dia do Artista Regional. Na ocasião, Jorge afirmou que o ato era um protesto contra a falta de diálogo entre a prefeitura e a classe cultural e contra atrasos em projetos financiados por fundos municipais.

Uma década depois, em abril de 2025, Jorge lançou seu primeiro curta-metragem como diretor e roteirista. A Jornada de Lila estreou na Praça Ary Coelho e abordou inclusão, acessibilidade, sentimentos e as barreiras enfrentadas por pessoas com deficiência. O próprio artista esculpiu em espuma os personagens usados na produção.

Na nota de pesar, a Fundação de Cultura afirmou que Jorge deixa um legado ligado à criatividade, à resistência e à formação cultural. O órgão manifestou solidariedade a familiares, amigos, alunos e colegas do artista.

Até o fechamento desta reportagem, não haviam sido divulgadas informações sobre velório e sepultamento.



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